5,4,3,2,1 minha criança, estou a procurar-te. Eu sei que vês, mas os meu olhos estão fechados. Mesmo assim vou-te encontrar, pois és esperança, e ternura, paz e abrigo. Não quero distracções, por isso vou encontrar-te de olhos fechados.
Cheiros estranhos, invadem o meu coração. O desconhecido é doce, o presente amargo. Quero mais, por isso desisto do presente. Se a queda não me matar, A felicidade põe-me de pé. "Um novo mundo espera um só aceno".
O céu hoje disse-me que te amo, Reparei quando as nuvens fugiram a sete pés. Um senhor gentil olhou-me nos olhos e sem palavras disse-me para te procurar. Não são ausências mas espaços por preencher. Contínuo a afirmar que és grande, e eu tão vazio. O dia hoje custou a passar, teve no mínimo 30 horas para mim. Porque não compreendes, meu amor, que isto são sinais.
Não me deixes tocar-te! és luz e céu, vida e tentação pura, doce, crente e perdão. Não te dês, mas não fujas, quero-te aqui, perto... há distância de um braço, que não posso levantar. Anda comigo, vamos a todo lado, niguém te vê, só eu sei que está aqui... é por isso que não posso tentar tocar-te.
Se não consegues mexer os pés, e os teus braços estão demasiado cansados, dança-me com os teus olhos, porque seguir-te-ei até se fecharem. No mundo em que se voltarem a abrir, prometo-te, minha bela, que verás lá o meu coração a dançar.